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No dream team for me


Esse é um post que faz parte da série BASTIDORES, em que falarei sobre minhas batalhas, vitórias, alegrias, preocupações e detalhes dos bastidores do Coffee Lab. Segue o número 1.

NO DREAM TEAM FOR ME.

Um dia achei que eu tinha um Dream Team, como dizia uma executiva que frequentava o nosso Lab. Durante muito tempo eu acreditei que precisava de um Dream Team e que ele me daria a tranquilidade profissional necessária para conseguir ficar na minha torrefação, fazendo perfis e provando meus preciosos grãos.

Como todo sonho (fazendo referência a uma tradução livre da expressão muito utilizada por multinacionais americanas) tal time não existe. Apenas uma equipe real fará seus sonhos se tornarem realidade. A equipe dos sonhos poderá, na melhor das hipóteses, povoar suas noites de pesadelos ou poupar você deles, com longas insônias.

FOR ME, ONLY THE REAL TEAM. Quero um time real.

Foi a essa conclusão que cheguei em algum momento do ano passado, quando me dei conta que focava mais no desenvolvimento da minha equipe do que da minha empresa. Isso pode parecer muito legal a primeira vista ou até exagerado, mas é a mais pura verdade. Eu parecia aquelas mães que depositam na vida de seus filhos a realização de seus sonhos perdidos. Não funciona porque a falta de foco na empresa, de contexto, tira o sentido até das mais bem planejadas estratégias empresariais. O que ocorria é que eu era uma empresaria construindo estratégias em solo arenoso contando com uma equipe onírica.

Aqui compartilho algumas reflexões e aprendizados do nosso bastidor:

• Fiquei tão preocupada em prestar atenção ao potencial profissional de cada pessoa da minha equipe que acabei desviando meu olhar do Lab em algumas ocasiões. Continuo achando fundamental olhar para cada funcionário que me cerca, mas agora aprendi que devo oferecer uma empresa organizada, com regras claras, objetivos comunicados e focada em crescer financeiramente. Sem o campo fertilizado, as sementes não germinarão adequadamente.

• É claro que as sementes têm que ser boas. Então, outro aprendizado do ano passado foi a difícil tarefa de abrir mão de pessoas que você gosta. É difícil olhar para o fato de que alguém querido da sua equipe pode não ser o funcionário que sua empresa precisa para funcionar e crescer.

No início do ano passado, avisei a equipe que precisávamos aumentar nosso padrão de qualidade e nossa dinâmica profissional, que precisaríamos dar um passo mais alto. Comecei a trabalhar e olhar para a empresa com esse foco. Passei a exigir mais do time e de mim mesma como líder da equipe. Aconteceu o que costumo chamar de seleção natural. Meu Dream Team se transformou num grande pesadelo e foi muito dolorido passar por esse processo. Tive medos, dúvidas, tristezas e raiva. E boas surpresas, também.

• Aprendi que realmente ninguém é insubstituível, muito pelo contrário. Tentei muito com vários da equipe. Tentei tudo o que meu repertório me deu de ferramentas para trazer de volta uma equipe que não gostou do novo jeito. Fui suave, fui dura, fui emocional, fria, brava, tentei ignorar… Jamais insistirei tanto novamente. Não insistirei em pessoas que não querem construir tijolo por tijolo. Lutarei pela realidade com o mesmo afinco. Lutarei por entregas diárias e crescimento consistente e constante. Lutarei, especialmente, para não ter medo de mudar novamente quando eu vir que será melhor para o Lab.

• O principal de tudo foi aprender que o Time Real é construído diariamente, com muita disciplina minha e de toda a empresa, fazendo ajustes pequenos e frequentes.

• E desejo, com toda a realidade do meu ser, que as pessoas citadas na foto e outras que fizeram parte do meu sonho componham um time real com os quais construam suas carreiras. E desejo agradecer Regina, por continuar comigo nessa, e minha equipe atual e muito real!

saudade

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7 comentários

  • Nossa! Me identifiquei muito com a parte da equipe. A dificuldade em não misturar as coisas e depositar seus sonhos na sua equipe é mais comum do que eu imagino. Temos que nos concentrar na parte de empresa e arrumar um jeito de equilibrar nossos sonhos também.

  • Isabela, eu amo café e achei lindo seu sonho de fazer o dream team. Fazer crescer uma equipe e junto com ela colher frutos, são expectativas das melhores que um ser humano pode ter, ainda mais encarnando o papela de empreendedor. Mas, hoje, dadas as mudanças que observei que voce faz menção aqui, qual o seu sonho como empreendedora? Pergunto isso porque eu mesma me vejo diante de dificuldades dessas em meu negócio. Queria ter um bom café associado a artes, livros. Um cantinho onde se pudesse ir para bater um bom papo em cadeiras confortáveis e saborear um excelente café e, logico, ganhar o vil metal, porque ninguem é de ferro.

  • • É claro que as sementes têm que ser boas. Então, outro aprendizado do ano passado foi a difícil tarefa de abrir mão de pessoas que você gosta. É difícil olhar para o fato de que alguém querido da sua equipe pode não ser o funcionário que sua empresa precisa para funcionar e crescer. No início do ano passado, avisei a equipe que precisávamos aumentar nosso padrão de qualidade e nossa dinâmica profissional, que precisaríamos dar um passo mais alto. Comecei a trabalhar e olhar para a empresa com esse foco. Passei a exigir mais do time e de mim mesma como líder da equipe. Aconteceu o que costumo chamar de seleção natural. Meu Dream Team se transformou num grande pesadelo e foi muito dolorido passar por esse processo. Tive medos, dúvidas, tristezas e raiva. E boas surpresas, também.

  • • É claro que as sementes têm que ser boas. Então, outro aprendizado do ano passado foi a difícil tarefa de abrir mão de pessoas que você gosta. É difícil olhar para o fato de que alguém querido da sua equipe pode não ser o funcionário que sua empresa precisa para funcionar e crescer. No início do ano passado, avisei a equipe que precisávamos aumentar nosso padrão de qualidade e nossa dinâmica profissional, que precisaríamos dar um passo mais alto. Comecei a trabalhar e olhar para a empresa com esse foco. Passei a exigir mais do time e de mim mesma como líder da equipe. Aconteceu o que costumo chamar de seleção natural. Meu Dream Team se transformou num grande pesadelo e foi muito dolorido passar por esse processo. Tive medos, dúvidas, tristezas e raiva. E boas surpresas, também.

  • • É claro que as sementes têm que ser boas. Então, outro aprendizado do ano passado foi a difícil tarefa de abrir mão de pessoas que você gosta. É difícil olhar para o fato de que alguém querido da sua equipe pode não ser o funcionário que sua empresa precisa para funcionar e crescer. No início do ano passado, avisei a equipe que precisávamos aumentar nosso padrão de qualidade e nossa dinâmica profissional, que precisaríamos dar um passo mais alto. Comecei a trabalhar e olhar para a empresa com esse foco. Passei a exigir mais do time e de mim mesma como líder da equipe. Aconteceu o que costumo chamar de seleção natural. Meu Dream Team se transformou num grande pesadelo e foi muito dolorido passar por esse processo. Tive medos, dúvidas, tristezas e raiva. E boas surpresas, também.

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